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sexta-feira, 27 de novembro de 2015

BUENOS AIRES - Novembro/2015

Uau! Estou de volta...
Há mais de 3 anos não posto aqui.
Muitas viagens aconteceram nesse período... viagens incríveis!
Mas mergulhei numa onda de falta de tempo e confesso, preguiça e abandonei!
Só que estou de volta... ESTAMOS de volta - e agora em 3... Eu, meu marido Leandro e nosso filhinho Caio que em seus 1 aninho e 3 meses já fez algumas viagens hehe.
Vou tentando atualizar aos poucos tudo o que está atrasado, mas vou começar pela última viagem: BUENOS AIRES.
Pois é, um lugar tão perto, tão fácil e nós não conhecíamos.
Me arrependo de não ter ido antes por um único motivo: meu padrão está muito alto.
Esperava mais e acabei me decepcionando um pouco... Então vou contar minha experiência tentando ser bem neutra e dando algumas dicas!


EXPERIÊNCIA
Como falei acho que eu esperava um pouco mais. Achei a cidade um pouco maltratada, calçadas muito judiadas e quebradas, pichações, maloqueiros na rua...
Come-se muito bem e graças à Dilma agora gasta-se bastante para comer. Nossa moeda não tem mais o mesmo valor nem mesmo aqui na América Latina. Eu sempre ouvi que em Buenos Aires se fazia uma refeição completa com vinho e sobremesa e gastava-se pouco. Esquece, isso não existe mais.
Achei o povo pouco simpático. Fui muito bem atendida mas não vi simpatia, entende? 
Como fui com criança pequena ficou complicado entrar nos lugares como museus e teatros. Infelizmente só passei para conhecer por fora. 

HOSPEDAGEM
Ficamos no Aspen Suites na rua Esmeralda.
A localização é excelente! No Microcentro, pertíssimo das Avenidas Córdoba e Corrientes. Fui andando para muitos lugares. Mesmo à noite era tranquilo, bem movimentado, com muitas opções de restaurantes e mercadinhos por perto.
A suíte bem grande, serviço de quarto direitinho. Só o café da manhã que achei fraco, os pãezinhos meio duros. Mas tinha variedade como frutas, iogurte, geléia, doce de leite, sucos...
De forma geral, recomendo, custo benefício muito bom.

PASSEIOS

DIA 1 - Tour básico a pé

Cheguei por volta do horário do almoço e segui uma dica do blog Viaje na Viagem: comecei meu tour no Cafe Tortoni, um clássico fundado em 1858. É lindo por fora e por dentro é muito charmoso. Seguimos a dica de pedir o churros com chocolate quente, mas não gostamos do churros. O chocolate sim, boa pedida, delicioso e vem com um bule de leite para você dosar a quantidade. Mas o churros é duro e parece velho (risos). O churros do Brasil é bem melhor. Também comemos um sanduíche tostado, não tínhamos almoçado. Normal, nada demais.

Acho que vale a parada mas os preços são salgados e tem fila de espera.


Seguimos em direção à calle Florida que é a rua mais "comercial" de Buenos Aires com muitas lojas, galerias e muuuuitas pessoas gritando "câmbio" o tempo todo. Não tivemos coragem de fazer câmbio na rua pois não sabíamos se era seguro. No final falo a dica quente sobre isso.

Tem uma galeria linda na rua Florida chamada Galeria Pacifico: uma construção grande e incrível e muito glamourosa por dentro. As lojas mais conhecidas estão aí e minha dica fica para a Owoko, uma loja de roupa de bebês e crianças simplesmente divina. Eu já tinha pesquisado antes e queria muito conhecer. Trouxe algumas peças para o Caio e também algumas de presente pois é completamente diferente do que estamos acostumados a ver por aqui e inclusive bem diferente do que se encontra nos Estados Unidos também. As peças são muito coloridas e eles têm diversos personagens de criação própria. Uma fofura só! Os preços são bem salgados mas nada demais se comparado às marcas famosas brasileiras como Tigor, Lilica Ripilica, Tip Top etc. Vale a pena!
Continuamos andando e fomos até a Plaza de Mayo onde está a famosa Casa Rosada.




DIA 2 - Caminito/San Telmo/Outros

Fomos de taxi para o Caminito, que fica no bairro La Boca.
Li em outros blogs que é seguro passear pela rua Caminito e as ruazinhas vizinhas mas que não deveria me afastar muito pois é um bairro com incidências de assaltos e violência. Uma das coisas que gostaríamos de ter feito seria visitar o estádio La Bombonera mas não nos recomendaram ir com criança.
Então andamos bastante pelas ruas do Caminito e gostei bastante.
É um lugar totalmente turístico com muitas lojinhas e restaurantes.
O destaque são as cores alegres e vivas das casinhas, que eram antigos cortiços dos imigrantes europeus que pintavam as casinhas com o resto das tintas que sobravam da pintura dos barcos.
Também há muitas galerias que vendem doce de leite e alfajores, inclusive a abordagem dos lojistas é bem desagradável pois te "convidam" o tempo todo para provar os doces. Acabei comprando uma caixa de alfajor por lá e depois achei bem mais barato numa lojinha próxima do hotel. Resumindo: não caia nessa!
Para souvenirs acho que vale a pena pois são lembrancinhas bem bonitinhas que não achei em nenhum outro lugar.




Saímos de lá e fomos de taxi até San Telmo, onde visitamos o Mercado de San Telmo. É bem tradicional e parece mais um museu de antiguidades, salvo as barracas de frutas e carnes. Fui em uma quarta-feira por volta de 12h30 e muitas lojas estavam fechadas. O local estava vazio e sinceramente não vi nada de interessante. 
À tarde fomos em direção ao Teatro Colón, que é um dos teatros mais importantes do mundo por seu tamanho, acústica, trajetória e do valor artístico da construção. O prédio é lindo e fiquei impressionada com o tamanho. Tentamos entrar mas os ingressos estavam esgotados para aquele dia então infelizmente não fiz a tão famosa visita guiada.
Uma sugestão é comprar o ingresso antecipadamente, já que há visitas guiadas em português, assim não corre-se o risco de perder a oportunidade. 



Partimos para a Livraria El Ateneo, uma livraria gigante e linda abrigada em um antigo teatro. Vale muito a pena a visita. Até o Caio sentou para ler um livrinho e trouxe um pra ele! (risos). 





 
Ainda nesse mesmo dia fui até o Puerto Madero. Quando eu ouvia falar de Buenos Aires automaticamente me vinha o Puerto Madero em mente. O lugar é bem bonito e agradável, com uma quantidade incrível de restaurantes. Andamos um pouco por lá, tiramos nossas fotos e acabamos não voltando mais. Sei que é clássico jantar um dia no Puerto Madero mas achamos os preços bem absurdos. Eu não costumo economizar muito em viagem mas tivemos bastante trabalho com nosso pequeno. Ele chorava em todos os lugares que entrávamos, principalmente restaurantes então achei que não valia o investimento para comer às pressas e tentando controlar o choro dele.







DIA 3 - Chuva, chuva e mais chuva!
Nosso terceiro dia foi praticamente perdido. Choveu muuuuuito e mal conseguimos ir até a esquina do hotel com capa de carrinho e muito casaco hehe.

DIA 4 - Palermo e Recoleta
Esse foi o dia em que mais andamos e o dia em que ;percebi que os 30 anos fazem a diferença na sua vida! Ainda mais depois de virar mãe hehe.
Em todas as nossas viagens sempre andamos muito e eu só ia sentir o cansaço à noite, no hotel, no final do dia. Mas como cansei nesse dia! Não sei se porque estava bastante sol ou porque sempre tem que fazer algo com o baby, enfim... lá pelas 13h30 eu já estava mais para lá do que para cá.
Fomos andando até a Recoleta e conhecemos o famoso Cemitério da Recoleta, famoso por suas lápides luxuosas e por abrigar o túmulo de Evita Perón e outras personalidades locais.
De lá passamos pela Floralis Generica, uma escultura metálica enorme e bem bonita. É uma flor que assim como uma flor natural também abre e fecha de acordo com o horário e os raios do sol.



 

Continuamos agora para Palermo onde começamos pelo Jardin Japones. Um jardim criado pela comunidade japonesa de Buenos Aires com muitas plantas e flores típicas. Muito bonito e agradável. A entrada custa 50 pesos.



 

  
 
Paramos para comer algo e nossa última parada foi o Zoológico de Palermo, que é um... zoológico hehe. Nada demais... Achei que os animais ficam bem mais visíveis que no Zoo de São Paulo. Para o Caio foi bom pois ele ama bichinhos e adorou ficar correndo atrás de pombas e outros animaizinhos pequenos que ficam soltos.
Mas sinceramente? Se você está indo com seu namorado (a), marido, esposa etc, não perca tempo. Entrada muito cara e não tem nada de diferente (190 pesos). 










GASTRONOMIA
Como falei no começo, a comida é excelente em Buenos Aires... claro, para quem gosta de carne! Para quem não gosta sem dúvida também vai achar excelentes opções mas isso também acha na sua cidade né? O diferencial realmente são as carnes e em todos os lugares que comi achei excelente.
Aí vai os lugares que fui e recomendo, todos com o link do Trip Advisor para você dar uma olhada!
   
El Establo: Fica na rua Paraguay no Microcentro. Fomos la no primeiro dia, dica do hotel. Bem simples e tradicional, estava lotada!

El Desnivel: Restaurante super tradicional em San Telmo. Comi um bife de chorizo divino e fica a dica para o acompanhamento: papas a la crema. 

El palacio de la pizza: Pizzaria simples mas deliciosa e com preço bom. Pedimos 1/2 de roquefort e 1/2 calabresa. Destaque para o molho de tomate super saboroso!
Dica: peça a massa fina pois a grossa é muito grossa hehehe. 


  Brocollino: Cantina bem tradicional próxima ao nosso hotel que vimos do lado de fora lotada e ficamos com vontade de conhecer. Recomendo!
 



La Bella Italia: Em Palermo, entramos por acaso pois não tinhamos nenhuma recomendação. Uma cantina mais moderna com diversas opções. Comi um risoto al mare e meu marido um parpadelle, também recomendo!



La churrasquita: Também no Microcentro, comi a especialidade da casa, com batatinhas nosette, aspargos e molho funghi, adorei.



Agora para mim a dica mais quente: Heladeria Esmeralda! Em frente ao nosso hotel, gostamos tanto que fomos TODOS OS DIAS. Super artesanal, textura incrível... Recomendo o mousse de naranja.



DICAS

Câmbio: LEVE DÓLAR! Vale muitíssimo a pena. Antes de ir comprei alguns pesos a R$ 0,46 e dólar a R$ 4,00. Minha informação é que o dólar valia cerca de 9,5 pesos mas conseguia trocar de 13 a 15 nos restaurantes. Eu pagava a conta em U$ e eles davam o troco em pesos nessa cotação que mencionei. Leve pesos somente para o primeiro taxi.

Táxi: Contrate um transfer do aeroporto para seu hotel ou pegue uma empresa dentro do aeroporto. Não pegue taxi do lado de fora. Caí nessa e nem acredito... Pensei que não teria diferença por ser táxi registrado certinho com taxímetro etc. O valor que ele cobrou foi mais que o dobro do táxi que contratei no hotel para o aeroporto na volta! Absurdo!















segunda-feira, 18 de junho de 2012

SALVADOR - Dezembro/2011

DADOS E HISTÓRIA

Salvador foi fundada como São Salvador da Bahia de Todos os Santos e foi a primeira capital do Brasil.
É uma metrópole com 2,6 milhões de habitantes, sendo o município mais populoso do Nordeste, o terceiro mais populoso do Brasil e o oitavo da América Latina.
Habitada pelos índios desde antes do descobrimento, em 1534, foi fundada a capela em louvor a Nossa Senhora da Graça, porque ali viviam Diogo Álvares e sua esposa, Catarina Paraguaçu.
Em 29 de Março de 1549 chegam, pela Ponta do Padrão, Tomé de Sousa e comitiva, em seis embarcações, com ordens do rei de Portugal de fundar uma cidade-fortaleza chamada do São Salvador. Nasce assim a cidade de Salvador: já cidade, já capital, sem nunca ter sido província. Todos os donatários das capitanias hereditárias eram submetidos à autoridade do primeiro governador-geral do Brasil, Tomé de Sousa.
Com o governador vieram nas embarcações mais de mil pessoas. Trezentas e vinte nomeadas e recebendo salários; entre eles o primeiro médico nomeado para o Brasil por um prazo de três anos: Dr. Jorge Valadares; e o farmacêutico Diogo de Castro, seiscentos militares, degredados, e fidalgos, além dos primeiros padres jesuítas no Brasil, como Manuel de Nóbrega, João Aspilcueta Navarro e Leonardo Nunes, entre outros. As mulheres eram poucas, o que fez com que os portugueses radicados no Brasil, mais tarde, solicitassem ao Reino o envio de noivas.
Talvez Tomé de Sousa tenha sido o primeiro visitante a apaixonar-se pelo local, como muitos após ele, pois disse ao funcionário que lhe entregou a notícia de que o substituto estava a caminho: "Vedes isto, meirinho? Verdade é que eu desejava muito, e me crescia a água na boca quando cuidava em ir para Portugal; mas não sei por que agora se me seca a boca de tal modo que quero cuspir e não posso". Após Tomé de Sousa, Duarte da Costa foi o governador-geral do Brasil, chegou a 13 de Julho de 1553, trazendo 260 pessoas, entre elas o filho Álvaro, jesuítas como José de Anchieta, e dezenas de órfãs para servirem de esposas para os colonos. Mem de Sá, terceiro governador-geral, que governou até 1572, também contribuiu com uma grande administração.
  


EXPERIÊNCIA
Bom, minha idéia foi ficar somente 1 dia em Salvador para poder conhecer os principais pontos. Não sou fã de capitais, não adianta. Gosto de ir para os lugares mais afastados, e quase sempre mais bonitos. Mas assim como Porto Seguro, Salvador foi uma grata surpresa.
Claro que não estar lá no meio do Carnaval e nem ao menos em alta temporada, facilitou bastante! A cidade não estava lotada, conseguimos trafegar nos principais pontos turísticos (principalmente no Pelourinho) sem grandes abordagens e assédios (mas pegamos um guia local, conto mais para frente), andamos a pé, andamos de ônibus, enfim... foi tudo bem tranquilo. Achei a cidade gigante, bem organizada, enfim... surpresa boa!


A VIAGEM
Chegamos em Salvador fim de tarde então nesse dia só saímos para jantar.
Ficamos no Hotel Bahia do Sol, que fica no Corredor da Vitória e fomos andando até quase o Farol da Barra, super tranquilo. O hotel é excelente! Não é perto de nenhum ponto turístico principal, mas a cidade é grande então as coisas não são tão perto umas das outras, teriamos que escolher alguma. Mas não me arrependo dessa localização.
Jantamos num lugar chamado “Pereiras Sussa”, na Barra, um tipo de restaurante, meio bar, super moderno, com música ao vivo. Pedimos pizza... excelente!
No dia seguinte fomos andando para o Pelourinho. Não era muito perto, mas a gente gosta de andar hehe. De qualquer forma, poderíamos facilmente pegar um ônibus circular na cidade por R$ 2,50. Chegando no Pelourinho claro que fui abordada por alguns guias locais mas nada muito estressante, nada muito agressivo, igual acontece em qualquer lugar turístico do mundo. Conseguimos chorar para o guia fazer por R$ 30,00 e ele nos mostrou os pontos principais explicando as histórias, e de certa forma isso funciona como “proteção” para o turista, porque estando com um guia local, você evita novas abordagens. As únicas que são incansáveis são as “baianas”. Para você entender: são aquelas mulheres fantasiadas à carater com aquelas saias rodadas, enfeites de pano na cabeça e insistem para que você tire fotos com elas. E pague. Muito! Haha... me recusei, óbvio. O Pelourinho é bem legal, super centro histórico mesmo... 





Saindo do Pelourinho, pegamos o Elevador Lacerda (R$ 0,15) para descer à “cidade baixa”. Ali visitamos o mercado modelo, que tem uma variedade muito grande de artigos locais além de castanhas, cocadas etc, enfim, no mesmo estilo dos mercados municipais de todas as cidades.


Do Mercado, pegamos um ônibus circular na direção do Farol da Barra. Aí tive mais uma grande surpresa: a praia do Farol da Barra é simplesmente linda! Eu eperava ver uma praia do tipo “Santos”, ou até mesmo Recife. Mas não, a água é muito limpa e cristalina, a paisagem é demais. Subimos também no Farol da Barra onde funciona o Museu Náutico da Bahia. Gostei bastante, vale a pena!



E meu passeio por Salvador foi esse! Meu objetivo era ver os pontos principais da cidade e deu certo :)
À noite eu não tinha condições de jantar... após 13 dias de viagem meu estômago já não estava lá aquelas coisas, então já tinha visto uma doceria pertinho do hotel chamada “Doces Sonhos”, no próprio Corredor da Vitória. Minha janta foi a “torta bolo verônica”, um bolo de chocolate com morango muito, mas muito bom! O Leandro foi de brigadeiro crocante (ótimo também) e tomamos um capuccino muito bom. Somos fãs de capuccino e só recomendamos os que valem a pena! E esse tá na lista!!